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Roland Garros: um novo Grand Slam

DSCN6178Vista aérea do novo Estádio de Roland Garros (Foto: FFT)

Um cenário deslumbrante, muita gente bonita, boa comida e partidas inesquecíveis em um ambiente muito charmoso e acolhedor. Um evento que beira a perfeição, se não fossem a grande quantidade de pessoas que lotam os estreitos corredores do clube desde o primeiro dia e o mau tempo que insiste em dar o ar da graça, todos os anos, no mês de maio.

Mas, se não é possível mudar a primavera na capital francesa nem impedir o sucesso de público a cada edição, a solução é quebrar a tradição e investir em melhorias para garantir mais qualidade a um dos torneios mais famosos na história do esporte. Depois de analisar todas as opções, entre elas a mudança para outra localidade, a Federação Francesa de Tênis decidiu manter o segundo Grand Slam do ano em Paris.

O próximo passo foi criar um grande projeto de modernização do Estádio de Roland Garros, essencial para garantir o futuro do torneio. Assim, um dos maiores eventos esportivos do mundo vai se tornar mais atraente aos jogadores, fãs, parceiros e também à imprensa. Os mesmos protagonistas estarão em um palco diferente a partir de 2018, mas ainda fiel ao espírito e à história do tradicional Grand Slam francês.

DSCN6168-2Estande do projeto para o público presente no torneio (Foto: Ariana Brunello)

O projeto é ousado. Além de modernizar, o objetivo é preservar as características respeitando o meio ambiente e a urbanização da região de Porte D’Auteuil e Boulogne Billancourt, onde se localiza o complexo. Essa combinação é essencial para garantir a sustentabilidade do torneio. Uma das prioridades é o tão esperado teto retrátil, que vai garantir a cobertura da Philippe Chatrier e se igualar a outros torneios que não sofrem mais atrasos no cronograma em razão da chuva.

A capacidade da maior quadra do complexo ainda será para quinze mil pessoas, mas terá mais conforto e melhor visibilidade para os espectadores. Haverá novos espaços nas arquibancadas e nas áreas restritas aos jogadores e à imprensa, que se localizam na parte interna da Philippe Chatrier. O grande diferencial será o teto retrátil, feito em aço e lona impermeável transparente, que remete à asa de um avião, em homenagem a Roland Garros. Com uma área total de dez mil metros quadrados, a cobertura pode ser fechada por completo em quinze minutos.

Para melhorar o acesso e a circulação do público, o projeto prevê a ocupação de uma parte do Jardin des Serres, que possui uma área gigantesca e faz divisa com o Estádio de Roland Garros, para aumentar as áreas comuns, garantir o espaço necessário e facilitar a locomação de visitantes, jogadores e funcionários. Ali também será construida a nova Quadra 1, terceira maior do complexo, com capacidade para mais de três mil espectadores e, assim, a Praça dos Mosqueteiros vai ganhar mais espaço e um novo estádio para quase cinco mil pessoas.

Vue intérieure du court Philippe-ChatrierPhilippe Chatrier com o futuro teto retrátil (Foto: FFT)

Manter o torneio em Paris foi uma sábia decisão da FFT por vários motivos. A região de Porte d'Auteuil é parte integrante do DNA do torneio há mais de 80 anos. Assim, Roland Garros se localiza numa área urbana com todas as vantagens de uma grande capital. Uma delas é a facilidade de acesso por ônibus ou metrô. Duas novas entradas, uma na Avenue de Porte d'Auteuil sentido Boulogne e a outra na esquina do Boulevard d'Auteuil com a Avenue Gordon-Bennett, estão previstas no projeto e o estacionamento para veículos também será ampliado.

A natureza também tem prioridade no Estádio de Roland Garros. Além dos jardins e canteiros já existentes, os espaços verdes ao redor da Philippe Chatrier, da Suzanne Lenglen e da Praça dos Mosqueteiros vão ganhar novo projeto paisagístico assinado por Michel Corajoud, com jardins suspensos, quatro grandes estufas e um jardim botânico com flores e árvores em harmonia com a flora da região. Alguns desses espaços, como a praça em homenagem aos campeões da Copa Davis em 1927, serão abertos ao público e aos moradores da região, mesmo fora da época do torneio.

Tudo para garantir o conforto dos 460 mil espectadores, 1.300 jornalistas credenciados, milhares de funcionários e voluntários e encher os olhos de 3 bilhões de telespectadores ao redor do mundo. O investimento total é de 340 milhões de euros, mais de um bilhão de reais, e as obras começam já em 2015. O objetivo é entregar cada uma das fases do projeto pelos próximos quatro anos, sem prejudicar o calendário do torneio.

“Modernizar o estádio de Roland Garros é dar uma nova cara a um torneio tradicional e histórico.” - Jean Gachassin, Presidente da Federação Francesa de Tênis

Conheça o futuro complexo de Roland Garros também em vídeo:

Não vejo a hora de ver o Grand Slam francês mais lindo do que nunca. E você?

Mais informações: www.rolandgarros.com

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