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Uma aula de jornalismo... em Roland Garros!

  • Escrito por  Matheus Martins Fontes
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matheusparisMatheus nos Jardins do Trocadero

 

Por Matheus Martins Fontes

 

Durante 23 dias tive o privilégio de trabalhar na cobertura de Roland Garros, um dos quatro maiores torneios de tênis do circuito profissional, sediado em Paris. O complexo francês é conhecido por sua riqueza histórica, cultural e também pela beleza: é impossível não avistar a Torre Eiffel do alto da Philippe Chatrier!

Para conseguir a credencial de Roland Garros é necessário preencher um requerimento no site oficial da Federação Francesa de Tênis (FFT) até o mês de março. Nós, da Revista TÊNIS, viajamos com uma credencial provisória para a primeira semana.

Ao final dos primeiros sete dias de evento (sem contar o qualifying), entreguei todo o material produzido até então – artigos, notícias, entrevistas, fotos – para a Comissão do torneio. O objetivo era conseguir a credencial permanente até o término da competição. Há profissionais que já recebem o crachá permanente desde o início e não precisam passar por essa aprovação.

matheus credencial rgCredencial de Imprensa - Roland Garros

Roland Garros é um dos torneios mais organizados do planeta! Todos os trabalhadores em Porte D’Auteuil (região do evento), sejam eles porteiros ou diretores oficiais, andam com seu bedge à mostra. Em cada crachá vem especificada a área que cada um tem acesso dentro do complexo.

matheus vista fora do complexoQuadra Philippe Chatrier

Para os jornalistas é permitido entrar na sala de entrevistas e acompanhar qualquer coletiva de imprensa. A única exceção são as entrevistas one-one, ou exclusivas, em que só veículos específicos têm acesso aos jogadores mais importantes.

Nas quadras principais que englobam a Philippe Chatrier, a Suzanne Lenglen e a Quadra 1, há cadeiras restritas aos membros da imprensa.

matheus quadraMatheus na tribuna de imprensa da Philippe Chatrier

 Os fotógrafos têm credenciais especiais e são os únicos que podem trabalhar nas três quadras principais, além de tirar fotos e filmar as coletivas de imprensa. Qualquer “agressor” teria, obrigatoriamente, seu bedge recolhido.

Nós da imprensa também temos acesso ao restaurante oficial, podemos visitar o Museu da Federação Francesa de Tênis, onde é realizado o sorteio das chaves, e participar do “Dinner Press”, um coquetel para os jornalistas que acontece na segunda semana do torneio.

Como repórter de um veículo impresso, não pude entrar nas cabines de transmissão, exclusivas das emissoras de TV, nem ter acesso à sala dos jogadores para entrevistas.

Na semana do qualifying, fase classificatória para o torneio, os jornalistas têm mais facilidade para abordar os jogadores, já que não há uma segurança reforçada. É proibido entrar no lounge dos atletas, mas é possível conversar com eles no caminho de um treino ou mesmo nos corredores do charmoso complexo. Foi assim que consegui uma “palavrinha” de Thomaz Bellucci, André Sá, Bruno Soares, Marcelo Melo e Bia Haddad, grandes representantes do tênis nacional.

matheus bellucciThomaz Bellucci

matheus rogerinhoRogério Dutra Silva

matheus feijaoJoão Souza - Feijão

matheus biaBia Haddad sob os olhares de Larri Passos

Assim que começa a chave principal, os repórteres têm que assinar um request, com o nome do jogador que desejam entrevistar e algumas informações específicas, como: veículo, assunto, duração da entrevista, etc.

O pedido é avaliado pelos assessores que, após a partida, comunicam ao jornalista o horário e a sala onde será a entrevista. Na maioria da vezes fui acompanhado por um assessor que cronometrava a duração do bate-papo com o tenista.

Além dos brasileiros, conversei com Caroline Wozniacki, Ana Ivanovic, campeã de Roland Garros em 2008, Juan Martin Del Potro, vencedor do US Open em 2009, os russos Mikhail Youzhny e Dmitry Tursunov, o experiente Tommy Haas, Ivan Dodig, Mahesh Bhupathi, Max Mirnyi e Daniel Nestor.

matheus rafaRafael Nadal

Como disse, certa vez, um dos meus professores na faculdade de jornalismo: “esta experiência valeu por um curso inteiro”. Provei que, mesmo sem ainda ter me formado, pude fazer a cobertura de um grande evento esportivo como qualquer profissional do mercado.

Aliás, não acredito que a expressão “primeira vez” faça tanto sentido como para mim em Roland Garros: minha primeira viagem ao exterior e minha primeira cobertura de um Grand Slam, num local tão histórico para nosso país, onde Guga Kuerten foi tricampeão (1997, 2000 e 2001).

Acompanhei de perto o heptacampeonato do melhor jogador da história na terra batida – se for injusto falar de qualidade, pelo menos na quantidade isso é inegável a Rafael Nadal – e uma das mais belas jogadoras da história, Maria Sharapova, que completou o Career Grand Slam e... fez história! Justamente no saibro, piso onde nem ela considerava ter sucesso nos primeiros anos de carreira. Enfim, tudo o que posso dizer é que fui testemunha in loco do verdadeiro mundo do tênis internacional!

matheus close-2Quadra Suzanne Lenglen

 

Matheus Martins Fontes é jornalista, sub-editor da Revista Tênis, bate uma bolinha e é apaixonado pelo esporte como a gente!

www.revistatenis.uol.com.br / email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  

Twitter: @fontes_matheus / Facebook: www.facebook.com/matheus.martinsfontes 

Fotos: Arquivo pessoal

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