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Eusebio Resende, a voz do tênis na TV

Eusebio ResendeEusebio Resende e Dácio Campos na cabine do Sportv (Foto: Cicilia Fernandes)

Você pega a pipoca e se acomoda no sofá. Quando começa a partida, logo escuta aquela voz inconfundível, que já virou marca registrada das transmissões de tênis da TV brasileira.

No intervalo entre os jogos do Brasil Open, o Tennis Report bateu um papo com Eusebio Resende, o narrador oficial dos torneios de tênis do SporTV.

Bom humor, descontração e até alguns “pitacos” sobre o estilo dos tenistas nas quadras mundo afora. Assim foi a entrevista! Como ele mesmo costuma dizer: SEN-SA-CIO-NAL!!!!!!!!!!!!

Quando você decidiu seguir a carreira de jornalista e como descobriu a arte da narração esportiva?
Eusebio - Eu queria ser oficial da Marinha, mas virei jornalista! Decidi seguir a carreira quando me inscrevi no vestibular e, depois de formado, segui pra narração.

O que é o esporte pra você?
Eusebio - Esporte é vida! É a definição mais curta e certa.

E o tênis?
Eusebio - O tênis me deu tudo! Me levou pra lugares onde jamais eu iria. É um esporte maravilhoso!

Qual foi o torneio mais marcante que você já narrou?
Eusebio - O primeiro US Open que fiz direto de Nova York e a final de Wimbledon 99 entre Andre Agassi e Pete Sampras que fiz aqui do Brasil. E o jogo marcante foi entre Guga e Agassi, em Lisboa, quando Guga ganhou por 3 sets a 0 e se tornou o número um do mundo.

Eusebio ResendeEusebio Resende (Foto: Cicilia Fernandes)

Qual seu torneio preferido?
Eusebio - Um torneio que eu nem transmito, o Sportv nem tem os direitos, mas eu adoro assistir: Torneio de Halle, na Alemanha. Acho tudo tão bonito, a quadra de grama com ginásio coberto e teto retrátil, aquele cenário verde é bem bacana. É um torneio que eu viajaria pra assistir. Pra narrar, US Open e Wimbledon, sem dúvida. São dois torneios espetaculares, a atmosfera é perfeita.

Você bate uma bolinha de vez em quando?
Eusebio - Não, sou completamente cego, nem sei pegar numa raquete! O Dácio Campos (comentarista) diz que eu sou um fenômeno: consigo narrar um jogo de tênis sem nunca ter jogado. (rs)

Acha que a moda sempre fez parte da cultura do esporte?
Eusebio - Sim, sempre. O visual é muito importante, ainda mais pra televisão. Não é à toa que as marcas lançam moda durante os torneios.

Além do jogo, você costuma reparar nos uniformes dos tenistas enquanto faz uma transmissão?
Eusebio - Reparo, sim. Principalmente quando eu gosto. E gosto muito dos uniformes do Tsonga, chamam muito a atenção, são meus preferidos. Eu usaria.

Qual foi o modelito mais constrangedor que você já viu, daqueles de sentir vergonha alheia mesmo?
Eusebio - Da americana Bethanie Mattek Sands. Ela se veste muito mal! Tá completamente por fora do mundo da moda e não tá nem aí! Acha que tá abafando! Ela é muito louca, mas é o estilo dela. É engraçado.

Bethanie Mattek SandsBethanie Mattek Sands (Foto: Divulgação)

Quem sempre acerta e quem sempre erra?
Eusebio - Federer, Tsonga, Berdych e Djokovic são muito elegantes. Hoje em dia acho que poucos erram, mas tinha um americano, o Jan Michael Gambill, que errava direto! Ele só usava bermuda branca, tênis branco e meias pretas! Isso não existe, né? (rs)

Jan Michael GambillJan Michael Gambill (Foto: Divulgação)

O que você acha do ritual e das manias que alguns tenistas têm durante a partida?
Eusebio - Dizem por aí que é pra ajudar na concentração, mas eu acho que é puro transtorno obsessivo compulsivo. Mas, mania e superstição cada um tem a sua!

Tem algum ídolo no esporte?
Eusebio - No esporte, Pelé e Roger Federer. No tênis, Roger Federer sobra!

O que achou da vinda de Rafael Nadal pro Brasil Open após 8 anos?
Eusebio - Acho bem legal o Nadal voltar pra cá, marcar presença mais uma vez e, se ele estiver bem, torço pra que ele avance o máximo que puder. Ele tem muitos fãs, as crianças estão lotando o Ginásio do Ibirapuera pra ver o espanhol. Elas são loucas por ele!

Você acha que o tênis está realmente se popularizando no país?
Eusebio - O Guga ajudou muito depois de ganhar 3 vezes o Aberto da França e nós, da televisão, tentamos fazer com que as pessoas gostem do tênis cada vez mais. O número de torneios que estão acontecendo no Brasil e a quantidade de transmissões fora do Brasil também ajudam a divulgar o esporte.

Brasil OpenBrasil Open (Foto: Cicilia Fernandes)

A maioria dos jogadores está reclamando das condições das quadras e das bolinhas usadas neste ano no Brasil Open.
Eusebio - Todo jogador reclama de quadra. Acho que eles devem se preparar e se adaptar às condições. E nem sempre os lotes das bolas vão sair iguais, é questão do fabricante. O atleta é tão bem pago pra jogar os torneios, ganham tanto dinheiro, então têm mais é que se adaptar às condições de qualquer torneio.

Obrigada, querido Eusebio!

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