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A credencial de Feijão

feijãoJoão "Feijão" Souza: provável escolha de número 2 do Brasil na Copa Davis. Crédito: AGIF/Divulgação Rio Open

Por Matheus Martins Fontes

A vida de um capitão de Copa Davis não é fácil, uma vez que cabe a ele responsabilidades que pouquíssimos técnicos querem arcar. Primeiramente deve observar a grande maioria dos jogadores de sua nação ao longo da temporada. Depois, analisa os pontos fortes e as vulnerabilidades de cada um, pondera detalhe a detalhe junto com a comissão técnica para, em última instância, determinar os escolhidos para um confronto.

Mas não é somente o desempenho dentro de quadra que serve de critério para um jogador ser chamado a representar o país na Copa Davis. Comprometimento, foco e clima de equipe também são pré-requisitos desejados por muitos capitães e por isso, em algumas situações, tenistas com melhor ranking acabam preteridos.

No ano passado, o comandante brasileiro João Zwetsch sofreu inúmeras críticas por não ter chamado João Souza, o Feijão, para a repescagem do Grupo Mundial contra a Espanha. O paulista vinha de ótima série de resultados em Challengers, além de um partida dura contra a sensação Dominic Thiem no ATP de Kitzbuhel, mas acabou vendo o capitão escolher Rogério Dutra Silva para o lugar. Antes mesmo do início do confronto, Zwetsch foi praticamente intimado a esclarecer por que preferiu Rogerinho.

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Um bate-papo com João Zwetsch

joa zwetsch cristiano andujarJoão Zwetsch volta a trabalhar com Thomaz Bellucci após 4 anos (Foto: Cristiano Andujar) 

Por Ariana Brunello e Matheus Martins Fontes

No fim de 2014, Thomaz Bellucci comemorava o retorno ao top 50 após longo período fora do seleto grupo. Só que a festa não estava completa já que o número 1 do Brasil encerrava mais uma temporada sem treinador. A parceria com o espanhol Francisco Clavet perdurou por exatamente 13 meses e não continuou por “Pato” não estar disponível para viajar com o canhoto em várias semanas do calendário.

A partir daí, a porta abriu novamente para João Zwetsch. Novamente, pois o capitão brasileiro na Copa Davis orientou Bellucci entre 2008 e 2010, exatamente a melhor época da carreira do pupilo em termos de classificação. Em julho daquela temporada, o atleta de Tietê (SP) foi 21o do ranking da ATP, ou seja, o segundo melhor brasileiro ranqueado na Era Aberta, perdendo apenas para Gustavo Kuerten, ex-número 1 do mundo por 43 semanas entre 2000 e 2001. Falando de resultados, foram dois títulos ATP (Gstaad e Santiago) e as oitavas de final de Roland Garros, seu melhor desempenho num Slam até hoje.

Após romper com Zwetsch, Bellucci teve do lado técnicos de peso, como Larri Passos (2011), Daniel Orsanic (2011 a 2013), além de Pato Clavet, e embora tenha tido alguns lampejos de brilhantismo como na Davis contra a Espanha no ano passado, e a semifinal do Masters 1000 de Madri de 2011, batendo Andy Murray e Tomas Berdych, seu ranking nunca subiu tanto como há quatro anos. O Tennis Report procurou o capitão brasileiro para descobrir os motivos que influenciaram o retorno da dupla. A princípio, Bellucci conta com Zwetsch até o Masters 1000 de Miami, em março, mas, segundo o técnico, a expectativa é que o contrato não tenha prazo de validade. Confira!

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