Menu

Melbourne 40 graus

 Polands-Jerry-Janowicz-is-003-2Jerzy Janowicz se refresca no Melbourne Park (Foto: Getty Images)

O que os cangurus, os coalas e as altas temperaturas têm em comum? Todos são marcas registradas do país mais encantador do planeta. Na Austrália as quatro estações são bem definidas e não é novidade que, em pleno verão no hemisfério sul, os termômetros lá ultrapassem facilmente a marca dos 40 graus. E, na primeira semana do primeiro Grand Slam da temporada, Melbourne mais parece um caldeirão. O forte calor aliado à alta umidade do ar tem prejudicado muita gente.

Se para o público que apenas acompanha as partidas já é difícil, imagine para os jogadores que, muitas vezes, chegam a ultrapassar limites físicos sequer imaginados. Resultado: tenistas se arrastando nas quadras até a última gota de suor. Sem falar nas inúmeras desistências logo na rodada inicial do “Happy Slam”, que nesta edição bem que poderia ser chamado de “Heat Slam”.

Só na primeira rodada da chave principal, nove tenistas abandonaram as partidas: Andrey Golubev, Alex Bogomolov Jr, Tommy Haas, John Isner, Radek Stepanek, Julian Reister, Robin Haase, Bernard Tomic, Polona Hercog e Ivan Dodig. Desistências que igualam o recorde registrado no US Open 2011 e em Wimbledon 2013, numa única rodada de um Grand Slam na Era Aberta. Com a temperatura na casa dos 44 graus, a Política de Calor Extremo foi implementada no quarto dia do Australian Open.

Leia mais ...

Destino: Australian Open

 2009-01-27 05.38.27 - Cópia - CópiaRod Laver Arena - Melbourne Park

O amor pelo tênis veio cedo. O encanto pelo jornalismo também. Mas poder vivenciar ambas as paixões de uma só vez é algo recente em meus 34 anos de idade, dez deles dedicados à profissão. Quando trabalhei no Bandsports tive um contato maior com a realidade do esporte e, na primeira oportunidade, não pensei duas vezes.

Saí de férias em janeiro de 2009. Destino: o outro lado do globo. Conhecer a Austrália era um sonho antigo. Praias, natureza, qualidade de vida, cultura, segurança, calor humano e muito incentivo a todos os esportes. Comprovei que o maior país da Oceania é um dos melhores do mundo, se não for o melhor, e como muita gente costuma dizer: é o Brasil que deu certo!

Mas não cruzei os oceanos e encarei mais de vinte horas de vôo apenas pra fazer turismo. Um dos objetivos era viver uma experiência profissional no Grand Slam mais democrático e hospitaleiro do circuito. E assim debutei no maravilhoso mundo do jornalismo “tenístico”: o Australian Open foi o primeiro torneio que acompanhei in loco. E a primeira vez a gente nunca esquece! Então, nada melhor do que falar sobre o primeiro Grand Slam da temporada no primeiro post do ano.

Leia mais ...
Assinar este feed RSS