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Tênis e arte: a exposição de Ana Soler no Brasil

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Mais de cinco mil bolinhas de tênis suspensas que parecem saltar fora das paredes e do chão. A obra aparentemente reproduz os efeitos e a trajetória conectada e linear da bola ao tocar a raquete dentro da quadra. Mas, fora dela, representa uma metáfora às causas e aos efeitos de nossos pensamentos.

Um emaranhado de formas minuciosamente construído que invade o espaço e nos faz refletir sobre o desfecho de cada decisão que tomamos e para onde elas nos levam. Ou seja, refletem o caminho que seguimos em nossas vidas. É a instalação
 Causa e Efeito (Causa-Efecto), criada em 2011 por Ana Soler e que, após ganhar repercussão mundial, chega ao Brasil pela primeira vez.

A artista plástica nasceu em 1972 e se formou em Belas Artes na Universidade de Sevilha, sua cidade natal, em 1994. Com mais de 30 prêmios no currículo, a espanhola costuma utilizar objetos do cotidiano em suas obras e tem fascínio pelo novo e desconhecido, os quais inspiram seu trabalho de tornar sensível o insensível, como ela mesma diz.

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Nos passos de Wimbledon

  • Publicado em Moda

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Quem ama tênis, também ama a moda. Impossível separar o esporte clássico da tradição na hora de se vestir, seja para disputar uma partida ou simplesmente adotar o estilo das quadras no dia-a-dia. Quando a marca em questão faz parte do legado de um dos maiores jogadores da história, melhor ainda.

Aproveitando o clima clássico de Wimbledon, o mais charmoso torneio de tênis do mundo, e em comemoração aos 80 anos da primeira vitória do tenista britânico em casa, no ano de 1934, a Fred Perry voltou no tempo. Dessa vez a peça relançada não foi a famosa camisa pólo, mas o icônico tênis que já foi o calçado oficial do Grand Slam mais charmoso do calendário.

Para isso, a grife cujo símbolo são as famosas folhas de louro, convidou cinco marcas inglesas descoladas para repensar as cores e recriar a coleção dos tênis “Wimbledon”. Bodega, Oi Polloi, Foot Patrol, Firmament e Rig Out, bem famosas na moda inglesa, coloriram o solado e o corpo dos calçados de diferentes maneiras, dando um toque fashionista à peça vintage.

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Roland Garros: um novo Grand Slam

DSCN6178Vista aérea do novo Estádio de Roland Garros (Foto: FFT)

Um cenário deslumbrante, muita gente bonita, boa comida e partidas inesquecíveis em um ambiente muito charmoso e acolhedor. Um evento que beira a perfeição, se não fossem a grande quantidade de pessoas que lotam os estreitos corredores do clube desde o primeiro dia e o mau tempo que insiste em dar o ar da graça, todos os anos, no mês de maio.

Mas, se não é possível mudar a primavera na capital francesa nem impedir o sucesso de público a cada edição, a solução é quebrar a tradição e investir em melhorias para garantir mais qualidade a um dos torneios mais famosos na história do esporte. Depois de analisar todas as opções, entre elas a mudança para outra localidade, a Federação Francesa de Tênis decidiu manter o segundo Grand Slam do ano em Paris.

O próximo passo foi criar um grande projeto de modernização do Estádio de Roland Garros, essencial para garantir o futuro do torneio. Assim, um dos maiores eventos esportivos do mundo vai se tornar mais atraente aos jogadores, fãs, parceiros e também à imprensa. Os mesmos protagonistas estarão em um palco diferente a partir de 2018, mas ainda fiel ao espírito e à história do tradicional Grand Slam francês.

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Uma tarde no museu

 DSCN6121-2Museu da Federação Francesa de Tênis em Roland Garros (Foto: Ariana Brunello)

Das primeiras partidas de tênis às últimas vitórias de Rafael Nadal, o recordista de títulos em Roland Garros. Aqui o esporte tem um cantinho especial com todas as fases de sua história: das bolinhas gregas de lã às oficiais padronizadas em 1555, da criação do Lawn Tennis por Wingfield em 1874 como o esporte da moda, inicialmente jogado nos gramados e jardins até os campeonatos oficiais.

Assim começa a história do tênis no mundo. Em Paris, o primeiro Campeonato Francês, precursor do torneio de Roland Garros, aconteceu em 1891 e atraiu poucos espectadores na época. Hoje, cerca de 450 mil pessoas vêm de todos os cantos para prestigiar o Aberto da França e cerca de 3 bilhões de telespectadores acompanham o torneio pela televisão a cada edição.

As quadras de Roland Garros foram construídas em 1928 após a vitória dos “quatro mosqueteiros” na Copa Davis e até hoje são palcos de duelos inesquecíveis. Assim como os outros três Grand Slams, Roland Garros revelou muitos ícones do esporte que estão eternizados num cantinho especial dentro do complexo. Prepare-se para um passeio pela história do tênis francês!

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O melhor da moda em Roland Garros

  • Publicado em Moda

 DSCN6347Vitrine da loja Chantal Thomass na Rue Saint Honoré (Foto : Ariana Brunello)

A moda faz parte do tênis. Mas, o que uma loja de lingerie tem a ver com o esporte branco? Difícil imaginar uma ligação entre peças tão íntimas e a bolinha amarela, mas a estilista francesa Chantal Thomass conseguiu o improvável: deixou o mundo da lingerie um pouco de lado e mergulhou no universo de Roland Garros.

Pela primeira vez, a estilista criou uma linha exclusiva para esta edição do tradicional Grand Slam francês. A brilhante parceria surgiu pois Chantal é conhecida na Europa pelas luxuosas lingeries e o torneio é tão famoso quanto ela quando o assunto é moda. Resultado: uma coleção cápsula com poucas peças, mas todas muito charmosas, chiques, glamurosas e extremamente femininas.

Nas edições de 2011 e 2013, a francesa Angeline Melin e a americana Polly Becker foram as responsáveis pelas linhas de camisetas exclusivas do torneio. Agora foi a vez de Chantal encantar o público feminino com praticidade, diminuindo o guarda-roupa clássico de uma jogadora de tênis e adicionando um toque de elegância à coleção 2014. Ou seja: a cara de Roland Garros!

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Um papo com Carlos Bernardes em Roland Garros

DSCN6310Carlos Bernardes durante partida de duplas na quadra 14 em Roland Garros (Foto: Ariana Brunello)

Ele não tem a raquete como instrumento de trabalho, mas é o principal representante do Brasil no atual circuito mundial de tênis. Em quadra usa apenas uma caneta, com a qual controla as marcações no painel eletrônico, e os olhos, atentos a todos os lances da partida.

No extenso currículo, mais de setenta países, setecentos torneios e sete mil jogos, incluindo cinco finais de Grand Slam: US Open em 2006, quando se tornou o primeiro árbitro da ATP não nascido no país de origem do torneio a dirigir uma decisão, US Open em 2008, Wimbledon em 2011 e as finais de duplas no US Open em 2010 e no Australian Open em 2012.

A tranquilidade e a simpatia de Carlos Bernardes vão além das quadras. É assim que ele atende os fãs que o abordam para tirar uma foto, enquanto caminha pelo complexo de Roland Garros. E foi assim, com a mesma educação, que ele abriu o jogo e falou sobre a vida e a carreira ao Tennis Report, após uma partida de duplas no Grand Slam francês. Um brasileiro para se espelhar e se orgulhar. Confira!

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Uma estreia dramática

belluccirgThomaz Bellucci estreia com vitória em Roland Garros (Foto: EFE)

Uma estreia dramática, mas com final feliz. Assim foi a primeira partida disputada por Thomaz Bellucci na chave principal desta edição de Roland Garros. O brasileiro abriu o jogo facilmente em 2 sets a 0, deixou o alemão Benjamin Becker empatar, pra desespero da torcida que compareceu em peso à Quadra 5 do complexo em Paris, e fechou a partida em 3 sets a 2.

Número 1 do país e 108º no ranking da ATP, Bellucci avança à segunda rodada do torneio e terá um difícil duelo pela frente. Seu adversário será o italiano Fabio Fognini, 14º cabeça de chave e uma das revelações da temporada.

O Tennis Report bateu um papo com o tenista brasileiro logo após a vitória. Thomaz Bellucci falou sobre os pontos altos e baixos da partida, os problemas físicos que têm atrapalhado seu desempenho este ano, a sensação de jogar em Roland Garros e a importância do apoio da torcida aqui em Paris. Confira!

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Inesperadamente Roland Garros

RG classementCampeões de Roland Garros nos últimos dez anos (Foto: AFP)

O segundo Grand Slam do ano começou e, como não poderia ser diferente, já traz muita expectativa, previsões de duelos inesquecíveis, promessa de casa cheia e, claro, muita chuva pra dar aquele suspense a mais nas próximas semanas. Tudo perfeitamente dentro do esperado se não fosse apenas um detalhe.

Diferentemente dos anos anteriores, Roland Garros não tem um único favorito ao título e esta edição já é considerada a mais aberta dos últimos dez anos. Basta analisarmos a temporada 2014 desde o início. Independentemente da superfície e do ranking, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Roger Federer e Andy Murray ainda mantêm a superioridade, mas já não são imbatíveis como antes, seja qual for o torneio. Além disso, novos talentos como Kei Nishikori, Grigor Dimitrov, Milos Raonic e velhos conhecidos como Stanislas Wawrinka têm ameaçado brilhantemente o reinado dos “Big Four”.

A mesma imprevisibilidade vemos na chave de duplas. A invencibilidade de Bob e Mike Bryan não é mais absoluta já há algum tempo, apesar dos gêmeos norteamericanos ainda serem uma das melhores duplas da história. Hoje o caminho está livre para outros grandes nomes do circuito, como Daniel Nestor e Nenad Zjmonic, Lukas Kubolt e Robert Lidsted, Bruno Soares e Alexander Peya, Marcelo Melo e Ivan Dodig, a dupla-revelação de 2014 Juan Cabal e Robert Farah, entre outros.

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Tênis, a paixão secreta de Gabriel García Márquez

garcia marquezGabriel García Márquez no "Real Club de Tenis de Barcelona" (Foto: Francesc Bedmar)

Por Gustavo Tatis Guerra

"Havia um lugar onde Gabriel García Márquez se sentia menos sozinho e mais feliz: na quadra de tênis. Nesta quadra, perto da piscina do Hotel Hilton Cartagena, o escritor esteve nos últimos quinze anos e se sentia como qualquer mortal que percorre os corredores de um hotel, sem ninguém interromper seu jogo.

Chegava cedo, sempre com sua raquete de tênis na mão, em seu horário secreto: seis horas da manhã. Mas quando queria sentir o sol, jogava às nove. E se era impossível durante o dia, às sete da noite lá estava ele com a raquete verde, de grafite. Todo vestido de branco, impecável, com shorts, suéter e um par de tênis, acompanhado por Rafael, seu motorista.

Nesse clima de paz da quadra de tênis, onde muitas vezes o silêncio somente era interrompido pelas ondas do mar, García Márquez se esquecia de sua esmagadora fama por aproximadamente quarenta minutos. O esporte então se transformou em um grande prazer e uma grande paixão na vida do escritor.

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Por trás das câmeras com Narck Rodrigues

No intervalo das transmissões do Rio Open, Narck Rodrigues bateu um papo com o Tennis Report e falou sobre a atual fase do tênis nacional, o trabalho realizado em prol do esporte, a prioridade pelo futebol nas emissoras brasileiras e o segredo para se fazer uma boa transmissão. Confira a entrevista exclusiva com um dos melhores comentaristas esportivos do Brasil.

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